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Conferência sobre diversidade cultural encerrou II Colóquio em Educação

Durante 3 dias, mais de 2000 profissionais e estudantes debateram questões sobre o ensino no país e na região   O II Colóquio em Educação foi encerrado na tarde desta sexta-feira com a conferência do professor Emilio Tente Fanfani, da Unesco em Buenos Aires sobre o tema “Diversidade cultural, universalismo e cidadania: considerações sociológicas” . […]


Durante 3 dias, mais de 2000 profissionais e estudantes debateram questões sobre o ensino no país e na região

 

O II Colóquio em Educação foi encerrado na tarde desta sexta-feira com a conferência do professor Emilio Tente Fanfani, da Unesco em Buenos Aires sobre o tema “Diversidade cultural, universalismo e cidadania: considerações sociológicas” . A mesa foi coordenada pelos professores Dagmar Mena Barreto e Ortenila Sopelsa.

Fanfani enfocou, no início de sua conferência, a formação da escola moderna, que aconteceu simultaneamente ao surgimento do Estado capitalista. Ela foi baseada em quatro fundamentos: os valores indiscutidos, a noção de escola como templo sagrado, a vocação do magistério e a ausência de contradição entre socialização e autonomia. “A escola tinha valores absolutos, não cabia enfrentá-los. Era vista como um templo, um lugar sagrado, cuja arquitetura ate se assemelhava às igrejas. Além disso, o ensino era visto como uma vocação pelos professores, que lidavam com alunos de várias classes sociais de uma forma homogênea, diluindo as diferenças entre eles”, explicou o conferencista.

A escola tornou-se o molde da sociedade, responsável por incutir a moral das novas gerações. Porém, como aponta Fanfani, o mundo mudou: “Passamos do monoteísmo das idéias e dos métodos científicos para as mais variadas crenças. Nesse mundo globalizado, não existe mais um pensamento único sobre nada. Além disso, a escola foi secularizada e o magistério virou uma profissão, em que os professores exigem ser tratados como profissionais. Hoje, temos também grupos étnicos que exigem sua diferenciação cultural. Todos querem e devem ser ouvidos. A partir daí, surge o questionamento: como fazer para conviver globalmente se não compartilhamos valores comuns?”.

Para enfrentar os desafios do novo século, o professor aponta três estratégias: “Com a crise da representação política, temos que desenvolver a expressividade dos alunos, como um direito. Também temos que proporcionar às novas gerações a experiência da vida democrática, fortalecendo a ética e ensinando a resistir às injustiças. E, finalmente, temos que aproveitar esta oportunidade para formar os conceitos e teorias da democracia para fazer aflorar o sujeito reflexivo”. Emilio Fanfani encerrou sua fala com uma contundente definição: “O conhecimento é um capital, riqueza que produz riqueza. Ele liberta o homem da dominação. Não pode ser distribuído, pois ele se coproduz. E, acima de tudo, o conhecimento é o resultado de uma conquista”. O II Colóquio em Educação foi encerrado com breves palavras do vice-reitor Acadêmico, Luiz Carlos Lückmann, do presidente do evento; do diretor de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão, Dagmar Mena Barreto; e da coordenadora do Colóquio, Ortenila Sopelsa.

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